Além disso, trás também definições dos termos “poder”, “fortaleza”, “força”, “autoridade”, ressaltando a necessidade de adotar essas expressões sempre com significado preciso (jamais como sinônimos), sob pena de frustrar a compreensão da realidade a que se referem.
Ressalta que ao entendermos o poder como a manifestação de ordens, com a respectiva obediência, pode surgir a interpretação de que equivale a violência, tendo em vista que esta segue a mesma lógica. Assim, o poder do governo seria apenas uma manifestação especial da violência.
Acrescenta ainda que em situações de confronto violento, o governo sempre será superior, contudo esta superioridade depende da manutenção da sua estrutura de poder, pois quando as ordens não são obedecias, especialmente pelas forças de segurança, a situação muda, tornando possíveis as rebeliões/revoluções.
Conclui que o poder é inerente ao governo, ao contrário da violência. Enquanto o poder é um fim em si mesmo, e tem como pressuposto a legitimidade, a violência ter um caráter instrumental, necessitando de orientação e justificação.
BIBLIOGRAFIA:
ARENDT, Hannah. Da Violência. In Religião e Sociedade. 15/01/1990, p. 143 - 151.
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